Norte – Crónicas

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Mau tempo no Parque?

Quando iniciei este texto, quer o título quer o teor eram bem mais alegres, embalado que estava pela concordância unânime de todas as cores políticas representadas na audição à AMCPN, pela Comissão do Poder Local, em sede de Assembleia da República. Após esclarecidos com rigor e pela excelente oratória do presidente José Moreno, todos os parlamentares presentes fizeram coro com a posição defendida no dia anterior pelo CDS: no âmbito da Reforma Administrativa de Lisboa em curso, criar, na zona de intervenção da Expo, a Freguesia “uni municipal”do Parque das Nações.
Tinha também a vã esperança de que a estrutura da PEGU não fosse incluída no despedimento colectivo da PE, de modo a que mesmo emagrecida, viesse a assegurar todos os serviços públicos até à sua transição para uma única entidade, sem colocar em causa a realização de obras de manutenção identificadas como prioritárias.
Por um furo do jornal Público, obtivemos a confirmação de que não seria assim e por indicações superiores, até final do semestre, as “duas” câmaras deveriam ocupar este território. Segundo António Costa, Lisboa “tem uma equipa a trabalhar (…) para que a transição se proceda sem sobressaltos, de forma sustentável e assegurando o alto nível de qualidade que ao longo destes anos tem sido mantido no Parque das Nações.” A ver vamos. E do outro lado de cá do “muro” quem nos garante o mesmo tratamento?
Há quem defenda que o município de Loures deve ser compensado pela perda territorial. Ainda mais do que já impactou em taxas e impostos imobiliários, sem nada investir? Claro que à boa maneira de quem ajudou a envergonhar o país, os autarcas em questão recusam liquidar ao grupo PE as dívidas, algumas já antes assumidas, por criação de infra-estruturas que isso de boas contas é para os outros, os contribuintes. Tenham pouco ou nenhum dinheiro, deviam ter no mínimo alguma vergonha.
Que Nossa Senhora dos Navegantes inspire e acelere a vontade demonstrada pelos nossos deputados de poupar o PdN a um irracional desmembramento. E que a única causa a ensombrar a usual qualidade de vida no Parque, sejam os esporádicos nevoeiros matinais.

Agradeço a título pessoal a Pedro Santana Lopes e ao grupo de Vereadores do PPD/PSD de Lx, ao Vereador António Monteiro (actual Secretário Geral do CDS), aos deputados parlamentares dessa força política, João Gonçalves Pereira e Artur Rêgo, tal como ao seu grupo na Assembleia Municipal de Lx, que sempre apoiaram inequivocamente a Freguesia do PdN, integrada num único município. Sem esquecer António Proa, líder da bancada PSD na AM e agora deputado da nação, cujo contributo foi assaz importante e encorajador.

Ocasos Administrativos

Um casal amigo que para aqui se mudou no início de 99, confidenciou-me com ironia as suas particularidades administrativas. Casados de fresco e em vias de celebrar contrato de promessa tinham de renovar BI’s. A Paula foi 1º, indicou a futura morada e atribuíram-lhe residência em Olivais – Lisboa,  ficando convencidos de que aí iriam residir. Quando foi ele, com a mesmíssima morada, já era Sacavém – Loures. No contrato-promessa desfez-se a réstia de ilusão.
Instalados, procuraram um centro de saúde e inscreveram-se em Moscavide que continua a agradar a ambos. O Joaquim reparou que o código postal era indicativo de Lx e preenche sempre PdN a seguir aos algarismos, um hábito “subversivo” que mantêm sem que as cartas se extraviem. Foram pais e, na devida altura, tentaram inscrever um filho na vizinha Vasco da Gama, não o conseguindo pois apenas servia os residentes PdN – Olivais, mas curiosamente a escola pública apresentada como alternativa situava-se no outro extremo dessa freguesia. Pelo recenseamento materno, os filhos têm direito a usufruir do ATL estival da JF dos Olivais. Faz-lhes confusão não poderem utilizar as modernas finanças de Loures no Parque, tendo de se deslocar ao centro de Sacavém. A confusão reinou até nas multas e viram ser arquivadas coimas por estacionamento indevido perto do club House, uma por falta de homologação do sinal e a 2ª, por erro do autuante que, junto à esquadra sita em Moscavide, colocou como tribunal competente, o da capital. Ainda não aderiram ao cartão do cidadão, continuam a votar fora do Parque, em freguesia e município que não o da sua residência. Quando recebem em casa, brincam com os convivas,  “…vivemos aqui num belo bairro, mas não parece.”
Acrescento uma pérola recente do SMAS Loures. Fez colar nas portas dos edifícios do PdN, Sacavém incluído, um comunicado de corte no fornecimento de água na freguesia de Moscavide que provocou normal sobressalto. Esqueceram-se que somos abastecidos por outra rede a cargo da PEGU ou foi apenas para marcar território?

Para Memória Futura – Estacionamento no Edifício Ecrã  

Fora do âmbito da Crónica, lancei ideia que não sendo minha representava uma aspiração de proprietários e de lojistas desse empreendimento. Após a publicação, a direcção da PEGU, demonstrando que estava atenta a esse ponto fraco, teve a gentileza de me revelar projecto de intervenção já aprovado e em fase de contratação, para criar uma faixa de estacionamento regulamentado na Rua Sinais de Fogo. Para a Alameda dos Oceanos, desenvolveram outro projecto interessante (claro que de custo bem superior à solução proposta na peça do NdP nº 62) que passa por reduzir a largura do amplo passeio, criando uma nova faixa de circulação viária com espaço lateral para estacionar, também com o propósito de resolver a situação do estacionamento em espaço público dos residentes e utentes do edifício ecrã e zonas adjacentes. O óbice está em que a implementação pela PEGU ou pela entidade que a venha a substituir, passou a estar sujeita a eventual disponibilidade orçamental que, por vezes, significa nunca mais.  

 

Velocidade Descontrolada

À terceira foi de vez, a PEGU colocou na Av. D João II (sentido norte sul, entre a Rotunda da Portela e a Pç. do Venturoso, sinais em falta para avisar de Velocidade Controlada, antecedendo os semáforos com sensor para esse efeito. Já aqui, por duas vezes, havia alertado para esse lapso (ver NdP nºs 52 e 58) e sem retorno, decidi remeter email propondo-me a divulgar um peditório local para aquisição das placas caso faltassem meios financeiros para as instalar e não é que resultou. A maioria dos condutores desconhece que os semáforos passam a encarnado acima dos 50, abusa da velocidade, obrigando todos nós, os avisados e cumpridores, a parar sem necessidade. Fazia sentido acrescentar um 3º poste no sítio de maior visibilidade, à direita, mas na divisória de faixas, tal como acontece no sentido oposto da mesma avenida.

Nota 1 – Como sabe, a lei permite-lhe decidir sobre o destino de 0,5% do IRS, apoiando a título solidário a IPSS que prefira. Por hábito decidia em favor dos Leões de Portugal, mas este ano apelo à Comunidade do PdN que apoie as actividades e os projectos sociais da nossa Paróquia dos Navegantes. Basta preencher no anexo H, o nif 508539366.

Agradeço ao Departamento de Comunicação e Relações com o Cidadão da Parque Expo – Gestão Urbana (PEGU), na pessoa de Margarida Sobral Cid, o esclarecimento disponibilizado.

José Teles Baltazar
veste Dunhill (C.C Amoreiras
piso 2 -lojas 2151/58 -tel. 213 880 282)

Ficha Técnica

Director: Miguel Ferro Meneses

Redacção: Ana Penim; André Ribeirinho; Carmo Miranda Machado; Conceição Xavier; Diogo Freire de Andrade; Miguel Soares; Paulo Andrade; João Bernardino; João Catalão; José Teles Baltazar; Pedro Gaspar; Rita de Carvalho; Sara Andrade; Sónia Ferreira

Fotografia: Miguel Ferro Meneses

Direcção Comercial: Bruno Oliveira (Directo - 966 556 342)

Revisora: Maria de Lurdes Meneses

Produção: Central Park

Impressão: GRAFEDISPORT Impressão e Artes Gráficas, SA

Tiragem: 13.500 Exemplares

Proprietário: Central Park Sede Social: Passeio do Levante - Lote 4 - Torre Sul 1990 -503 LISBOA

Nr. de Registo ICS: 123 919

Depósito Legal: nº. 190972/03

Email: geral@noticiasdoparque.com