SBSR DE REGRESSO AO MECO

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Recorde aqui umas das últimas edições do SBSR no Meco.

O Super Bock Super Rock celebra 25 edições no Meco.No ano em que se assinala a 25ª edição do Super Bock Super Rock, o precursor dos grandes festivais em Portugal e um marco no panorama musical, único com 25 edições consecutivas, continua em 2019 a afirmar-se no formato de grande Festival de verão.A 18, 19 e 20 de julho, o Super Bock Super Rock regressa ao cenário idílico junto à praia do Meco, o novo, mas já familiar ponto de encontro para milhares de amantes de Música.

Já confirmados:

 17 de julho, Warm-up SBSR (passe 3 dias)

Curadoria Discotexas com Moullinex (DJ set), Xinobi (DJ set), DJ Vibe (DJ set); Da Chick (live); MEERA (live); Oma Nata (live)

 18 de julho

Palco Super Bock – Lana Del Rey, The 1975, Jungle, Cat Power

Palco EDP – Metronomy, Branko, Dino D’Santiago, Glockenwise

Palco Somersby – Roosevelt, Conan Osiris

Palco LG by Rádio SBSR – Sallim

19 de julho

Palco Super Bock – Phoenix, Kaytranada, Christine and the Queens, Shame

Palco EDP – Charlotte Gainsbourg, Calexico and Iron & Wine, FKJ, Conjunto Corona

Palco Somersby – Ezra Collective, Dâm-Funk

Palco LG by Rádio SBSR – Galgo

 20 de julho

Super Bock – Migos, Janelle Monáe, Disclosure DJ Set, Profjam

Palco EDP – Gorgon City, Masego, Superorganism, Rubel

Palco Somersby – Booka Shade, Mike El Nite

18, 19, 20 de julho

Herdade do Cabeço da Flauta, Meco – Sesimbra

superbocksuperrock.pt | facebook.com/sbsr | instagram.com/superbocksuperrock

FIL recebe 4 feiras

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De 3 a 7 de outubro, regressam as feiras à FIL, com quatro a decorrer em simultâneo: no pavilhão 1, a Intercasa, no pav. Pessoa e no pav. Camões, o SIL – Salão Imobiliário de Portugal e no 4, LxD – Lisboa Design Show e Vintage Festival.


As quatro feiras complementam-se, com temáticas que vão desde o imobiliário e arquitetura a design, moda e decoração, oscilando entre os estilos contemporâneo e vintage/retro. Nesse sentido, devido à sua complementaridade, o bilhete é conjunto: no dia 3, pode-se visitar as quatro feiras por 5€; nos restantes dias são 10€, estudantes e seniores pagam apenas 8€. A boa notícia é que os bilhetes já se encontram à venda nas plataformas online e podem ser adquiridos com 50% de desconto – ou seja, em vez de 10€, se comprados online, custam apenas 5€.

O target das feiras divide-se entre visitantes profissionais e público no geral. No caso do SIL – Salão Imobiliário de Portugal, o maior salão de oferta imobiliária no nosso país, é um espaço que reúne os profissionais e players do sector, não só para debate e discussão sobre o mercado imobiliário como também para a concretização de networking e realização de negócios.

Com o Seixal como Cidade Convidada e a Madeira como Região Convidada, nesta 21ª edição do SIL voltam a repetir-se os Prémios SIL, destinados a premiar personalidades e projetos nas mais diferentes categorias que se tenham distinguido em 2017 e 2018. Uma das grandes novidades é a realização, no dia 3 de outubro, pela manhã, da Conferência exclusiva e privada “SIL Investments Pro”, onde se debaterá essencialmente o futuro do sector imobiliário em Portugal, com a presença de grandes influenciadores do mercado.
Mas nem só de profissionais vive o SIL. Este Salão está também aberto ao público em geral que queira aconselhar-se sobre as melhores ofertas de mercado para comprar, arrendar ou vender imóveis, junto daqueles que mais percebem do sector.

A Intercasa, que já vai na sua 42ª edição, pretende afirmar-se como um espaço onde o consumidor final pode adquirir as melhores peças decorativas para o seu lar, fugindo aos já tradicionais espaços de venda de produtos decorativos. Assim, nos espaços “Ambientes e Tendências”, o público poderá contar com propostas para as diversas divisões da casa (quarto das crianças, cozinha, escritório, etc.), especialmente criadas para a feira, da autoria de mais de uma dezena de arquitetos, decoradores e designers de interiores.

A complementar a experiência de visita à feira, os visitantes podem ainda participar em sessões de showcooking no espaço «Be Home Chef», apadrinhado pela segunda vez consecutiva pela Chef Cátia Goarmon e assistir aos inúmeros workshops, no espaço “ Oficina de Artes”, para todos os que querem fazer da sua casa…a melhor casa do mundo!
Ana Rita Soares é também embaixadoras da Intercasa e assina um espaço dedicado à MULHER!

Vanda Boavida, consultora professora de Feng Shui, irá certificar a INTERCASA como a primeira feira de decoração pelo FENG SHUI, e fará dois workshops sobre como esta arte milenar pode influenciar e melhor as nossas casas e as nossas vidas!

Já o Vintage Festival procura consolidação depois do sucesso alcançado nas últimas quatro edições. Para além da mostra exposicional de produtos Vintage – vestuário, acessórios, decoração, motas e carros clássicos, entre outros – é também uma feira muito marcada pela animação: atuação de bandas de rock & roll, tatuagens e cortes de cabelo ao vivo e uma grande dinamização por parte da RTP Memória, parceiro do evento, que proporcionará aos visitantes a hipótese de serem locutores por uns minutos e de conviveram de perto com personalidades que viram nascer a caixinha mágica em Portugal, como Júlio Isidro.
“Marcas com História” é a grande novidade desta edição, com a presença de marcas de prestígio que se adaptaram ao longo dos anos mas que no Vintage apresentarão as suas coleções mais antigas: Harley Davidson, Triumph Motorcycles, Lamborghini e o leite Vigor são apenas algumas.

O LxD – Lisboa Design Show, que divide o pavilhão 4 com o Vintage Festival, está muito focado na moda e no design de produto, reunindo os criadores mais experientes e as jovens promessas portuguesas. Para além de desfiles que servirão de antevisão à Moda Lisboa, o LxD terá no dia 3 de outubro, pelas 17h00, o Talks LxD, que junta Valentim Quaresma, os Storytailors, Lidija Kolovrat e Ana Duarte para debater o tema “Sucessos e Desafios do Design Nacional”.

O LxD tem ainda uma vertente social bem demarcada: aliou-se à causa Corações com Coroa e irá doar 1€ dos seus bilhetes à causa. Volta igualmente a receber o projeto Dress a Girl Around the World – Portugal, que tem como objetivo vestir crianças em países subdesenvolvidos e promover o convívio entre gerações.
Mais informações em: https://www.fil.pt

“Web Summit” ou “Future Summit”?

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Por: Inês Freire de Andrade

Pelo segundo ano consecutivo, a Web Summit esteve no Parque das Nações. Eu, tal como muitas outras pessoas vindas de todo o mundo, aproveitei a oportunidade de conhecer o que há de mais inovador pelo mundo fora.
Para aqueles que leram as centenas de artigos publicados acerca deste evento, já deverão saber que o tópico mais presente foi a Inteligência Artificial (IA), fortemente representada pela estranha “Sophia”, o robô que até já tem cidadania! Todos os grandes oradores falaram sobre os potencias benefícios, mas também dos perigos da IA. Quer queiramos quer não, a IA veio para ficar, e, mais tarde ou mais cedo, estará presente em tudo o que fazemos. Na minha perspetiva, em vez de nos recusarmos a integrá-la, o melhor que temos a fazer é aproveitar as extraordinárias aplicações desta tecnologia a favor do bem da Humanidade, ao mesmo tempo que impedimos que a usem para a destruição daquilo que mais prezamos.
No entanto, a Web Summit foi muito mais do que isto, e o meu foco durante a semana foi completamente diferente. Foram dois os temas que mais me cativaram: o futuro do Planeta Terra, e o futuro da Educação. A verdade é que, em ambos os temas, há um grande “atraso” a nível mundial, quando comparamos o que é atualmente feito e o que é preciso alcançar em breve, para garantirmos um futuro próspero.

O Futuro do Planeta Terra
Fiz questão de ir à noite de abertura do evento, para ouvir o Secretário Geral da ONU, António Guterres, que tanto orgulho traz aos portugueses pela sua ética impecável e pelo papel tão importante que desempenha. Iniciou o seu discurso dizendo que “as mudanças climáticas são a ameaça mais determinante dos nossos tempos”, dizendo que são necessárias novas soluções para este problema tão grave e presente.
Noutra discussão, os oradores partilharam a previsão de que em 2050 haverá mais plástico do que seres vivos no oceano, se continuarmos a este ritmo de poluição. Ao contrário dos materiais biodegradáveis, o plástico parte-se em pedaços cada vez mais pequenos, mas demora centenas de anos a degradar-se por completo. Isto faz com que o plástico seja ingerido pelos seres marinhos, entrando na cadeia alimentar, até chegar aos nossos pratos, contaminando tudo pelo caminho.
Podia fazer uma tese de doutoramento acerca de todos os problemas ambientais que enfrentamos hoje, mas não foi isso que a Web Summit me ensinou. Aquilo que aprendi é que faz falta trazer esperança a este tema, e desenvolver inovações que transformam problemas, como o lixo e o carbono, em recursos e soluções! Na verdade, já existem vários projetos ligados a esta nova mentalidade, como a ideia de pagar aos pescadores pelo lixo que recolherem do oceano, transformar carbono em materiais de construção, o desenvolvimento de plásticos de origem vegetal, entre muitos outros.
Alguns de nós irão dedicar a sua vida a levar para a frente este tipo de soluções, mas há várias formas de todos os outros contribuírem para um melhor futuro, no seu dia a dia. Algo essencial que foi várias vezes referido nas conversas da Web Summit é o que vem antes de reciclar o plástico: rejeitar e reduzir!
Todos os dias usamos utensílios de plástico e os deitamos fora logo a seguir, como as palhinhas, os copos e as colheres de plástico, as embalagens dos alimentos, os sacos das compras, e por aí fora. Se juntássemos todo este plástico que deitamos fora (e muitas vezes para o lixo comum, em vez do reciclável) ao fim do mês, ficaríamos de certeza assustados com a quantidade de lixo que fazemos, sem sequer dar conta! Este é o primeiro conselho: rejeitar o plástico que nos oferecem e de que não precisamos, e reduzir ao máximo a compra de produtos embalados em plástico.
De seguida, podemos também investigar um pouco como são feitos os objetos que usamos, como a roupa, a mobília, os utensílios, e até a comida. Qual será o nível de poluição causada pela produção destes produtos? Será que a empresa fabricante tem preocupações ambientais? Há já várias marcas que têm este tipo de consciência, como a Patagónia, a H&M, a Unilever, a Siemens e a Jonhson & Jonhson. Assim, o segundo conselho é: procurar marcas sustentáveis que vendam aquilo que queremos e evitar marcas poluentes.
O último conselho é manter a esperança que juntos conseguimos conservar a beleza e saúde atuais do planeta Terra, ao pensar em todas as formas positivas de prevenir a poluição, e que a responsabilidade pertence a cada um de nós!

Mais à frente no seu discurso, António Guterres também referiu a educação: nas suas palavras, “a forma como pensamos no nosso sistema educacional tem de mudar completamente”. E eu não podia concordar mais com a sua afirmação. Na sua grande maioria, as nossas escolas estão pensadas ainda para a Era Industrial, onde o mais importante era seguir as normas e ter um pensamento “formatado”. Salvo a exceção de alguns professores extraordinários que tive, o único objetivo da maioria era “acabar o programa”, pois esta era a sua obrigação, imposta pelo Ministério e pela nossa sociedade. A criatividade, o pensamento crítico, a curiosidade e a inteligência emocional são completamente ignoradas, criando alunos cada vez mais desmotivados, apáticos e sem objetivos.
É, por isso, essencial criar novos modelos de ensino, onde os alunos são “ensinados a aprender” e não a decorar factos que virão a ficar obsoletos muito cedo, tal como disse na sua conversa a Diretora da International Bureau of Education da UNESCO, Mmantsetsa Marope. De acordo com ela, por um lado, a educação deve servir para nos tornarmos em “Life Learners” – pessoas que aprendem constantemente ao longo da sua vida. Por outro lado, podemos ser especialistas numa certa área, mas devemos também ser “generalistas”, isto é, conhecedores de muitas outras áreas. De forma igualmente importante, devemos ser educados a tornar-nos pessoas resilientes e com uma enorme capacidade de adaptação, porque as mudanças nos nossos contextos e nas nossas funções serão cada vez mais rápidas.
No entanto, não devemos apenas adaptar-nos aos novos contextos, mas também ser capazes de os transformar para melhor. Várias outras competências, como a auto-regulação e disciplina, integrar as tecnologias de forma eficiente, interagir em equipas multidisciplinares e conjugar uma visão global com uma visão local, foram também referidas como essenciais para ser bem-sucedido num futuro próximo.
Assim, há, sem dúvida alguma, muito a fazer para melhorar a Educação em Portugal e no mundo. Na minha perspetiva, é também responsabilidade de todos nós contribuir para esta melhoria. Agora que sabemos aquilo que queremos alcançar, é altura de começar a desenhar e construir novos modelos e métodos, adaptados àquilo que nos espera!

Concluindo, a cada ano que cá passa, a Web Summit traz ao Parque das Nações uma “janela para o futuro” e uma oportunidade de percebermos o que aí vem e como nos podemos preparar para aproveitarmos tudo o que de bom o futuro tem para nos dar!

Mulheres do Parque – Entrevista a MARIA CRISTINA TACANHO

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“ANDAR DE BICICLETA AJUDA NA MINHA DISPOSIÇÃO”

Rita Carvalho entrevista MARIA CRISTINA TACANHO

Apresentação: Maria Cristina Tacanho, 44 anos, casada, mãe de 2 filhos

Profissão: Técnica Superior na Função Pública.

Hobbies: Andar de bicicleta

Como foi o teu percurso até chegares ao Parque das Nações?

Vivi 32 anos no Lumiar, sou moradora no Parque das Nações há cerca de 11 anos, com excelentes vizinhos.

Por acaso, na entrevista anterior, com a Joana Melo, também se falou dos seus ótimos vizinhos, mas foi uma coincidência [sorrisos] …

Sim, foi uma coincidência, [sorrisos] …também sou uma habitante do Parque que elogia os vizinhos que tem. Existe uma boa relação e interajuda entre nós, pelo que dou muito valor. Como exemplo, foi o meu vizinho do 4o andar (Gonçalo Peres) que influenciou o casal Tacanho a ir de bicicleta para o trabalho, promovendo a pedalada ecológica. Os nossos filhos brincam juntos e reúnem-se nas casas uns dos outros.

E em relação à aventura de ir de bicicleta para o trabalho?

Há cerca de dois anos aderi à bicicleta eléctrica, como meio de transporte para ir trabalhar. Posso dizer que estou a adorar a experiência. Faço ginástica matinal, nunca apanho trânsito e chego, sem stresse, ao trabalho. Não obstante, também utilizo o carro quando chove para ir para o trabalho. Já o meu marido – faça sol, chuva ou vento – vai sempre de bicicleta. Penso que ainda não temos a cultura de ir para o trabalho de bicicleta. Ainda existe o pensamento: chego ao trabalho, cansado e a suar. Bem, com a bicicleta elétrica isso não acontece… também não há muitas ciclovias e as existentes as pessoas passeiam nelas. Adoraria que se fizesse mais ciclovias de acesso à cidade de Lisboa, como, por exemplo, na Avenida Marechal António de Spínola, para que os ciclistas se sentissem mais seguros e, consequentemente, permitiria que houvesse uma maior adesão.

Costumas ir pelas ciclovias?

Apanho duas ciclovias, uma no Areeiro e outra no Saldanha, mas o meu trajecto é 80% feito na estrada.
É por andares muito de bicicleta que, sempre que te vejo, estás bem-disposta [sorrisos]? A boa disposição vem do nosso interior – e o que nos rodeia influencia a nossa disposição. Cabe a nós escolher ambientes agradáveis. Também posso dizer que andar de bicicleta ajuda na minha disposição, consigo libertar alguma tensão de um dia mais difícil.

“Penso que ainda não temos a cultura de ir para o trabalho de bicicleta. Ainda existe o pensamento: chego ao trabalho, cansado e a suar. Bem, com a bicicleta elétrica isso não acontece…”

“Tenho dois filhos vegetarianos e até agora têm-se dado bem. O meu filho mais velho andou na Escola Básica Parque das Nações, onde forneceram esta alimentação durante cinco anos, desde o pré-escolar até ao 4o ano.”

“Aproveitava esta oportunidade, para relembrar aos nossos políticos e entidades oficiais o seguinte: Construção de mais uma escola no Parque das Nações Sul“

Também sei que és vegetariana, há quantos anos?

Sou vegetariana há 10 anos, influência do meu marido que é vegetariano há cerca de 18 anos. Nos dias de hoje já é possível fazer este tipo de alimentação com equilíbrio, mas quando se fala em vegetarianismo, as pessoas pensam logo em saladas, o que não é verdade. Tenho dois filhos vegetarianos e até agora têm-se dado bem. O meu filho mais velho andou na Escola Básica Parque das Nações, onde forneceram esta alimentação durante cinco anos, desde o pré-escolar até ao 4o ano. O meu filho mais novo, com 2 anos, frequenta a creche Cantinho das Alfazemas onde também fornecem comida vegetariana biológica (aproveito para agradecer à fantástica equipa desta creche por mimarem o meu Gui).

Como é que os teus filhos lidam no dia-a-dia com o facto de serem vegetarianos?

Têm curiosidade em experimentar comida não vegetariana? Como lidas com isso? Aqui, a estrela é você! O Gabriel já experimentou carne, peixe e fiambre, nós não proibimos que ele coma comida não vegetariana. Em relação ao Gui, ainda é muito novo mas, claro, vai ter curiosidade como o irmão, e nós vamos explicar porque é que somos vegetarianos.

Tens alguns exemplos de pratos favoritos vegetarianos que comes com a tua família?

Esparguete à bolonhesa, feito com seitan; Tofu à Brás; Empadão de seitan e Hambúrguer vegetariano com batata frita.

E relativamente aqui ao Parque das Nações, há alguma coisa que gostasses de referir?

Aproveitava esta oportunidade, para relembrar aos nossos políticos e entidades oficiais o seguinte: Construção de mais uma escola no Parque das Nações Sul – Neste momento a Escola Básica Parque das Nações apenas leciona até ao 1o ciclo e encontra-se a funcionar para além das suas capacidades. As crianças vão crescendo e necessitamos que o 2o e 3o ciclos possam acolher as mesmas, de forma digna e próxima das suas residências. Somos uma freguesia com bastantes habitantes e as atuais escolas não chegam para abranger todas as crianças.
Velocidades excessivas e passadeiras inseguras – muitos condutores passam com demasiada velo- cidade junto da Escola Básica Parque das Nações, assim como, na Alameda dos Oceanos, cujas passadeiras se revelam inseguras para as pessoas que as utilizam. O tempo de espera dos semáforos da passadeira em frente da loja de móveis Stockdesign, em nada beneficia o atravessamento dos peões. Lembro que desde a abertura do Pingo Doce- zona sul, a referida passadeira tem sido bastante utilizada, tendo vindo a revelar-se pouco prática e bastante perigosa pois os peões atravessam e a visibilidade encontra-se obstruída pelas Por tas do Mar- por tal da Expo 98. Dejetos dos cães – queria deixar uma palavra de encorajamento e incentivo a todos aqueles que passeiam os seus animais no sentido de apanha- rem os seus dejetos. Felizmente, a grande maioria tem tido uma atitude exemplar. Voto para que continuem assim, para o bem-estar de todos e que possam servir de exemplo para aqueles menos cuidadosos.

A Arte de Ler no Parque

By | Carmo Miranda Machado | No Comments

No preciso momento em que abro a caixa de correio e encontro o pedido do Miguel Meneses para enviar esta crónica, vários temas me assaltam ao mesmo tempo e eu não sei bem por qual optar. A verdade é que hoje me apetece falar de tudo e de nada, sem ordem estabelecida, deixando correr as palavras a ver onde é que elas chegam… Mas não! A minha consciência não me deixa ir por aí. Pelo contrário, grita-me, exige-me que vos conte a reunião que eu tive há dias com a equipa do pelouro da Cultura da nossa ainda recente Junta de Freguesia.

A reunião desempoeirada, flexível e aberta a novas ideias, chefiada pelo Engenheiro Figueiredo Costa, foi uma verdadeira lufada de ar fresco para mim, por vezes ainda carregada de ideias um pouco preconceituosas em relação ao espírito inovador de alguns autarcas. Com efeito, vi-me de repente no meio de pessoas energéticas, predispostas à inovação, decididas a espalhar cultura pelo parque. E a verdade é que, sem qualquer expectativa, fui surpreendida por um encontro no qual tentámos fazer uma verdadeira tempestade de ideias para, juntos, encontrarmos a melhor res- posta ao desafio que aqui lancei: a criação de uma primeira cabine de livros no nosso Parque das Nações.

Pretende-se com esta cabine de livros criar um espaço onde todos possam ir buscar e deixar livros a qualquer momento, a custo zero, respeitando apenas algumas regras básicas essen- ciais que atempadamente aqui vos deixaremos. No entanto, para começar, nesta primeira cabine gostaríamos de conseguir oferecer os seguintes setores temáticos: Romance Atual, Romance Clássico, Poesia, Literatura Infantil, Roteiros de Viagem, Livros Técnicos e Livros de Autores do Parque das Nações.

Assim, queridos leitores, serve a presente crónica para vos pedir apenas duas coisas fundamentais: primeira, que comecem a selecionar, de entre os vosso livros, aqueles que poderão disponibilizar para a nossa primeira cabine de leitura que, desde já vos garanto, marcará o início de uma revolução dos leitores do Parque das Nações; segunda, que enviem para o jornal ou para o meu e-mail, locais onde gostassem de ver colocada esta primeira cabine de livros.

Porque chegou a hora de trazer os livros ao Parque e espalhá-los pelos nossos espaços. Porque ler continua a ser uma porta principal para o contacto com o mundo, com os outros e connosco próprios. Porque queremos que, no nosso bairro, a leitura esteja omnipresente, livre, solta. Porque ler é também voar e nós queremos fazer do nosso bairro um local de pessoas mentalmente livres, com ideias novas, abertas à mudança e recetivas ao sonho.

E se, como diz Alberto Manguel, nós somos aquilo que lemos, urge fazer do parque das Nações de leitores, onde surjam cada vez mais eventos relacionados com os livros, onde aconteçam clubes de leitura, onde todos os leitores do bairro possam trocar livros e leituras entre si.

Publicidade ou Lixo?

By | Carmo Miranda Machado | No Comments

Regressada de férias, fui verificar o
correio. À partida, parece uma tarefa banal e simples,
certo? Pura mentira! Antes de conseguir
chegar às cartas das contas por pagar (visto que
já ninguém me escreve), tive de lutar contra quilos
e quilos de papel que, a pensar nesta crónica,
coloquei num saco e trouxe para o escritório.
Assim, escrevo esta crónica hoje acompanhada
de jornais e revistas e brochuras e folhetos e
flyers e cartões e cartõezinhos (há os de vários
tamanhos). Destes todos, pergunto-me: quais
aqueles que eu pedi para receber? Nenhum!
Publicidade domiciliária! Diz a DECO
(Defesa do Consumidor), sempre cheia de boas
intenções, a respeito da publicidade domiciliária
não desejada: Se o consumidor não tem interesse
em receber publicidade não endereçada, pode
afixar na sua caixa de correio, de forma visível, um
dístico apropriado, contendo uma mensagem
clara e inequívoca nesse sentido. A Direcção-
Geral do Consumidor produziu um autocolante
para o efeito que pode ser importado.
Ah Ah Ah Ah – (eu a rir). Pus um autocolante
primeiro. Depois outro. E outro ainda.
Depois, uma chapinha em metal, comprada por
três euros, especialmente para o efeito, na tentative
de dissuadir os agressores. Tanto os autocolantes
como a chapa eram escritos em Português
e com letra legível. E ambos desapareceram.
Quem os retirou? Não sei… E assim lá vão
entrando pela minha caixa de correio o Jornal
Dica da Semana, os vários flyers e revistas dos 20
anos do Lidl, o lençol da Rádio Popular, da
Worten, da Staples e do Media Markt, os panfletos
do Mini Preço, do Continente e Pingo Doce,
o cartão dos desentupimentos, o cartão do canalizador,
o cartão do eletricista, o cartão do reparador
de estores, a brochura das Chaves do
Areeiro, o flyer do Shopping Bem Bom, o panfleto
da Associação de Reinserção social Despertar
de Sacavém, o panfleto do Colégio Bebecas (sim,
tenho 5 criancinhas aos berros ali no quarto ao
lado), o cartão do Limpa Chaminés, o flyer do
Tree Pearl, Property Management, Consulting &
Services (este é novo por aqui), a flyer de apoio
escolar do Pentáculo, entre outros que ficaram
por listar (muitos outros…).

Estou preocupada. Poupo no papel (e
em outros recursos que recorrem ao ambiente)
sempre que posso. E transmito essa necessidade
a todos os que me rodeiam, especialmente aos
muitos alunos com quem contacto diariamente. É
sabido que o uso excessivo de recursos naturais,
aliado ao consumismo exacerbado desta sociedade
em que vivemos, contribuem, fortemente e de
forma galopante, para a degradação ambiental.
Preocupo-me com a minha Pegada Ecológica
(conceito que nos ajuda a perceber a quantificar
os recursos naturais que cada um de nós consome
no seu estilo de vida). Sim, sou amiga do ambiente! Reciclo e poupo e tenho cuidado com
os produtos que consumo. Só ainda não consegui
aderir à bicicleta porque o caminho para a minha
escola faz-se a subir… Por isso esta revolta perante
os pedaços de tantas árvores que vejo sacrificadas
na minha caixa de correio. Em forma de
publicidade. Essa que nos invade com gritos que
surgem de todos os lados possíveis.
Especialmente entrando pela nossa casa dentro.
Sem autorização!
O mesmo se passa com a publicidade
que nos colocam nas nossas viaturas. Hoje
mesmo, quando entrei no carro, tinham-mo atestado
com publicidade: AUTO-COMPRA, Compro
todo o tipo de carros; Depilação a luz compulsada
(seja lá isso o que for); e coupons de pizzas.
Parece que a promoção da pizza deste
mês é extra-queijo e pepperoni!

“Por isso esta revolta
perante os pedaços de
tantas árvores que vejo
sacrificadas na minha
caixa de correio. Em
forma de publicidade.
Essa que nos invade com
gritos que surgem de
todos os lados possíveis.
Especialmente entrando
pela nossa casa dentro.
Sem autorização!”

Voluntariado torna o Parque das Nações mais limpo

By | Rita Carvalho, Sem categoria | No Comments

No passado dia 26 de setembro realizou-se um evento, intitulado “Lisboa Mais Limpa”, no âmbito da iniciativa – Lisboa Capital Europeia doVoluntariado 2015. Esta ação foi promovida pela CML, através da Comissão Organizadora da Capital Europeia doVoluntariado 2015, e pelas Juntas de Freguesia da cidade de Lisboa. Tem como objetivo o envolvimento de toda a comunidade, na eliminação de tags (assinaturas), vulgarmente designados grafittis. Com esta intervenção de voluntariado, pretende-se fomentar o sentimento de pertença e de respeito pelos espaços comuns. Esta iniciativa, a que a Junta de Freguesia Parque das Nações aderiu de imediato, reuniu dezoito voluntários. Lamentavelmente, não pude estar presente devido a compromissos anteriormente assumidos, mas considero esta ação com um grande mérito! Os meus vizinhos, Isabel, Renato e os filhos, Vicente e Constança, estiveram presentes no grupo da zona sul, e serão eles a descrever a experiência deste evento:

 

“A manhã acabou num ápice e ficou a sensação de que muito ainda há por fazer. Já decidimos que na próxima ação “Lisboa Limpa” vamos incentivar os nossos amigos e vizinhos a participarem.”

“Foi com enorme entusiasmo que aceitámos o desafio que nos foi lançado de contribuirmos com algum do nosso tempo para melhorar o espaço onde vivemos. Ainda antes de aceitar, partilhei lá em casa a ideia de podermos passar a manhã de sábado a limpar alguns dos locais por onde passamos diariamente e que não gostamos de ver a deteriorar. A sugestão foi muito bem acolhida e, assim, no sábado, pelas 9 horas, lá estávamos à porta da Junta de Freguesia do Parque das Nações. Não éramos muitos, mas estávamos muito determinados. Vestimos a camisola (que era um pouco grande para o Vicente e ainda maior para a Constança), colocámos as luvas e iniciámos a ação no Parque Infantil junto à Marina do Parque das Nações. Este é um local que nos diz muito e onde o Vicente e a Constança sempre gostaram de brincar. Assim, foi com enorme carinho que demos o nosso melhor para devolver algumas das suas cores a um espaço mágico para tantos meninos. Seguiu-se a limpeza de uma paragem de autocarro, de vários bancos de jardim, da Girafa que está junto ao edifício da Sport TV, da Torre Galp e, por fim, do Gil que se encontra junto ao Pavilhão do Conhecimento. A manhã acabou num ápice e ficou a sensação de que muito ainda há por fazer. Já decidimos que, na próxima ação “Lisboa Limpa”, vamos incentivar os nossos amigos e vizinhos a participarem. Todos queremos que o ambiente que nos rodeia seja o melhor, mas também está nas nossas mãos contribuir ativamente para que tal aconteça!”

 

Ficha Técnica

Director: Miguel Ferro Meneses

Redacção: Ana Penim; André Ribeirinho; Carmo Miranda Machado; Conceição Xavier; Diogo Freire de Andrade; Miguel Soares; Paulo Andrade; João Bernardino; João Catalão; José Teles Baltazar; Pedro Gaspar; Rita de Carvalho; Sara Andrade; Sónia Ferreira

Fotografia: Miguel Ferro Meneses

Direcção Comercial: Bruno Oliveira (Directo - 966 556 342)

Revisora: Maria de Lurdes Meneses

Produção: Central Park

Impressão: GRAFEDISPORT Impressão e Artes Gráficas, SA

Tiragem: 13.500 Exemplares

Proprietário: Central Park Sede Social: Passeio do Levante - Lote 4 - Torre Sul 1990 -503 LISBOA

Nr. de Registo ICS: 123 919

Depósito Legal: nº. 190972/03

Email: geral@noticiasdoparque.com