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CRISE!!!

É uma palavra omnipresente, nos jornais, nos telejornais ou em conversas no dia-a-dia.

Crise tem origem na palavra grega Krísis. É uma manifestação violenta e repentina de ruptura do equilíbrio; também definida como fase difícil, grave, na evolução das coisas e das ideias; é também um estado de dúvidas e incertezas; momento perigoso ou decisivo.

Dado que os meus artigos incidem na área imobiliária não posso deixar de falar na bem presente crise neste sector. O Parque das Nações (PN) não é excepção e a crise também se faz sentir com intensidade, nomeadamente na área dos escritórios.

Segundo um Estudo de Mercado da CB Richard Ellis o PN corresponde a 7% do total do stock de escritórios da Grande Lisboa.
Relativamente às áreas disponíveis para arrendamento ou venda no PN, estas perfazem 21,5% do total da Cidade. É um valor preocupante que subiu 81,3% em relação ao ano de 2008.
Os números inquietantes e sintomáticos continuam com o valor das rendas, que, no caso do PN, baixaram 7,9% em relação ao ano transacto.
Ainda conforme o estudo de CB Richard Ellis as vendas de escritórios no PN chegaram aos 85.326 m2 em 2008 (em grande parte graças à comercialização do empreendimento do Campus de Justiça), no entanto, em 2009, desceram para uns assustadores 4.798 m2.

Mas há quem queira lutar contra a crise, empresários e promotores que acreditam na zona da Expo. Há, de facto, vários edifícios em construção e as previsões apontam para que em 2010 sejam concluídos cerca de 47.500 m2 de escritórios no PN. Do total da nova oferta previsto para 2010, para a Grande Lisboa, cerca de metade está localizada na zona do PN, em 6 novos edifícios, sendo por este motivo, a zona que mais irá contribuir para o acréscimo de stock novo no mercado.

Embora alguns habitantes do PN e os seus utentes achem excessiva a construção existente neste espaço, na verdade, há ainda alguns edifícios por construir no sentido de completarem o Plano de Urbanização aprovado em 1993 e definitivamente terminado em 1999.
Actualmente, no PN, as áreas de habitação estão totalmente ocupadas, no entanto, ainda faltam construir principalmente os equipamentos prometidos, mas também alguns edifícios de escritórios, de comércio ou hotéis para que o PN fique finalmente consolidado.

Mas a crise é vista como uma ocasião de crescimento. A evolução favorável de uma crise conduz a um crescimento, à criação de novos equilíbrios, ao reforço da pessoa e da sua capacidade de reacção.
Nunca as ideias e a criatividade foram tão importantes. A crise é maturativa, proporciona aprendizagem. Vamos aprender algo com ela.
Conforme disse Jonh Kennedy “quando escrito em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade”.

COMÉRCIO NA ALAMEDA DOS OCEANOS

As diferenças entre a Av. D. João II e a Alameda dos Oceanos são muitas.
Vou-me centrar nas diferenças existentes na zona central do Parque das Nações (PN), ou seja, onde a Alameda tem o trânsito condicionado e a Avenida D. João II atinge o seu esplendor.
É visível que o comércio na Alameda tem dificuldades em se impor. As lojas não vingam e os peões passam a correr.
Se compararmos as duas artérias referidas, há uma diferença enorme entre elas relativamente ao sucesso e ao nº de utentes nos estabelecimentos comerciais.

Será devido à arquitectura dos edifícios?
Será devido ao seu uso? Por exemplo, com a implantação dos edifícios das Finanças e Tribunais.
Será pela falta de acessibilidades?
Será pela falta de estacionamento de curto prazo à frente das lojas?
Será pela falta de consolidação?

Actualmente a Alameda é um canal de passagem, é um corredor onde os carros circulam ininterruptamente e sem pararem. Por outro lado é unânime que uma situação a evitar é tornar a Alameda num depósito de carros estacionados, de uma forma selvagem, como acontecia há bem pouco tempo. É necessário uma solução de equilíbrio.

Em minha opinião, e num futuro próximo, o panorama actual vai mudar. A breve trecho vários edifícios de qualidade vão ser concluídos, o que vai trazer mais pessoas. Também o grande fluxo de peões que se faz a partir do Centro Comercial na direcção ao Rio vai ser alargado para as laterais utilizando as galerias dos edifícios e os jardins junto dos “vulcões”. Para isso é preciso que aconteçam mais coisas, que utilizem mais os jardins, que seja possível lá chegar e que as pessoas se sintam bem.
Vão aparecer mais lojas que chamem público e a Alameda vai tornar-se ainda mais forte e consolidada que a Av. D. João II.

O QUE ESTÁ DISPOSTO A FAZER?

O repto que lancei no Artigo anterior teve receptividade dos leitores. Desde já agradeço aos que me escreveram a deixar sugestões, preocupações e disponibilidade para ajudar.

Como referiram nos e-mail que recebi quase todos os moradores sentem o Parque das Nações como a sua casa. É fundamental aproveitar esse sentimento e essa energia para que em conjunto se possa ir mudando o que está mal. Penso que será com opiniões como as que me chegaram que vamos conseguir pressionar e ajudar quem está a gerir esta parte da cidade.
Terá de haver grupos de opinião que vão dando ideias, pensamentos, opiniões com imaginação e que participem activamente para mudar o PN para melhor.

No meu caso aproveito os meus artigos no Jornal “Notícias do Parque” para chamar à atenção de alguns problemas da comunidade de uma forma positiva e construtiva. Dizer mal quando devo e dizer bem quando assim o merece.
Entre outros importantes e pertinentes pontos os leitores focaram a passagem da gestão urbana para as Câmaras, este tema também me preocupa bastante, basta ver como está o resto da cidade. Talvez criando uma Junta de Freguesia esta questão possa ser minimizada.

Mais uma vez muito obrigado a todos os que enviaram mensagens.
Não hesitem em contactar-me para dfandrade@conceitofa.pt quando surgir mais alguma ideia que queiram partilhar.

Ficha Técnica

Director: Miguel Ferro Meneses

Redacção: Ana Penim; André Ribeirinho; Carmo Miranda Machado; Conceição Xavier; Diogo Freire de Andrade; Miguel Soares; Paulo Andrade; João Bernardino; João Catalão; José Teles Baltazar; Pedro Gaspar; Rita de Carvalho; Sara Andrade; Sónia Ferreira

Fotografia: Miguel Ferro Meneses

Direcção Comercial: Bruno Oliveira (Directo - 966 556 342)

Revisora: Maria de Lurdes Meneses

Produção: Central Park

Impressão: GRAFEDISPORT Impressão e Artes Gráficas, SA

Tiragem: 13.500 Exemplares

Proprietário: Central Park Sede Social: Passeio do Levante - Lote 4 - Torre Sul 1990 -503 LISBOA

Nr. de Registo ICS: 123 919

Depósito Legal: nº. 190972/03

Email: geral@noticiasdoparque.com