Apesar desta página de opinião convidar à participação mais criativa e inovadora dos residentes do Parque das Nações, a minha ideia reveste-se sem grande novidade no relevo do essencial e mais básico da condição humana: a sua integridade física. Incorrendo no prejuízo de falar da banalidade e estando eu mais habituado a avaliar profissionalmente os “perigos” psico-sociais a que as crianças estão expostas, passo a expor a minha ideia que visa a protecção física das mesmas: a implementação de semáforos nas passadeiras  de peões no troço da Alameda dos Oceanos, exactamente onde termina a Rua do Zambeze para se atravessar para a Rua da Ilha dos  Amores.

Estas passadeiras de peões são utilizadas por inúmeras crianças, que se deslocam das áreas habitacionais acima da Alameda dos Oceanos para a Escola Vasco da Gama, ora  sozinhas de forma autónoma, ora acompanhadas pelos pais e outros familiares (alguns deles avós, de reflexos mais condicionados).  

Qual a justificação dos semáforos? A reiterada falta de civismo e cautela (quiçá algumas tendências homicidas mais latentes) que inúmeros automobilistas manifestam, com total incumprimento em relação à paragem obrigatória naquelas passadeiras!

Não existe competência autónoma de uma criança ou um efectivo acompanhamento familiar das mesmas, que resistam à voracidade (com velocidade) com que circulam ali os carros, impedindo  que se atravesse em segurança mínima aquele ponto da Alameda dos Oceanos para a referida escola e também para o futuro Centro de Saúde, previsto na contiguidade da escola.

Às entidades com tutela e competência  para a prevenção do acima exposto, saliento apenas: esperemos não vir a ser necessário o tradicional e angustiante raminho de flores, ali pendurado por alguém vítima de hipotético infortúnio, para que se materializem as devidas acções de prevenção (nesse caso, reparação).
Uma ideia para um Parque das Nações na vanguarda dos elementares Direitos das Crianças…    

Nuno Francisco

PS: curiosamente, a uns 100 metros mais a Norte da Alameda dos Oceanos, em zona de travessia mais distante para a escola Vasco da gama,  encontramos umas passadeiras com direito a uns semáforos, que são também activados com radar de excesso de velocidade. Sem as mesmas condições na via 100 mais à frente (solução proposta), tal justifica que a forçada “contenção” do excesso dos automobilistas nos semáforos mais atrás, só pode extravazar em incumprimento descontrolado imediato (com direito a retroactivos) mais à frente!

5 Comments

  • Grupo de Moradores PN diz:

    Não concordamos com o teor desta recomendação. A seu tempo escreveremos “a nossa ideia” para a semaforização dessa zona e limítrofes. Mais SEMÁFOROS, NÃO OBRIGADO.

  • Nuno Francisco diz:

    Acolho com consideração a opinião manifestada, tendo em conta que a mesma implicitamente não desconsidera, nem contesta a existência da problemática e risco sinalizada, mas tão só a recomendação da solução por mim apresentada. Agradeço o comentário e mostro-me curioso com a contraproposta prometida e correspondente encaminhamento institucional da mesma para solução a quem de direito.

    Nuno Francisco

    • Grupo de Moradores PN diz:

      José Teles Baltazar, cronista do NP, teve a gentileza de fazer publicar na edição desta semana, “A Nossa Ideia” que lhe remeto por nel ser referido:

      Mais semáforos na Alameda dos Oceanos (norte), não obrigado
      Abro esta Crónica à opinião dos leitores, no caso a um grupo de habitantes e utentes do PN, insatisfeitos com o funcionamento da sinalização em epígrafe:
      “Consideramos urgente reprogramar estes semáforos. Quantas vezes, circulando abaixo do limite de velocidade e não havendo ninguém para atravessar, lá foi obrigado a parar? E devido a outros condutores que excedem os 50Km/h? Decerto muitas, (tirei texto) no 1º caso pode ter pensado que o radar estaria desafinado. Mas não, os sinais também passam a encarnado de modo automatizado e adicional. O que não nos parece racional em semáforos equipados com botão de registo da intenção de atravessamento pedonal da via, criados para evitar que o sinal detenha a marcha dos veículos sem necessidade.
      Ainda, se um poste em cada via do mesmo sentido, possui sensor de velocidade, é viável autonomizar cada uma dessas vias, não activando os radares em sincronia.
      Na secção do Notícias do Parque, A Minha Ideia, há quem defenda a implementação de ainda mais semáforos, cerca de 100mts mais a sul, na confluência da Rua do Zambeze com a Rua da Ilha dos Amores. Apesar de não sermos adeptos dessa duplicação de sinalização, esse local, pela proximidade da Escola Vasco da Gama e do futuro Centro de Saúde, parece-nos mais indicado do que o actual.”

  • Fernando Serra diz:

    Também não sou a favor de mais semáforos, nem da utilização da Alameda dos Oceanos como extensão da IC2. O trecho da dita Rotunda da Ford à Rotunda das Oliveiras está transformado numa pista. No entanto, semáforos são uma armadilha para os peões na Alameda – o desrespeito é constante e a tranquilidade do peão transforma-se em acidente !
    Só a sobreelevação das passadeiras (sem exageros e usando o mesmo tipo de piso) poderá refrear o tráfego, aumentar a segurança e diminuir o ruído do tráfego. Venho a pedir a implementação desta medida à 10 anos sem sucesso. É a medida mais eficaz, e de baixo custo de execução / manutenção.

    • Jacinto Belo diz:

      Atenção que as paasadeiras elevadas devem ser pensadas permitindo circular à velocidade permitida (50kms hora) e não tão altas como as da Via do Oriente nem tipo LOMBAS da D João II.
      E em toda a Alameda dos Oceanos há perto de 20 passadeiras. Fica um pouco montanha russa. Atentamente

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Ficha Técnica

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Fotografia: Miguel Ferro Meneses

Direcção Comercial: Bruno Oliveira (Directo - 966 556 342)

Revisora: Maria de Lurdes Meneses

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