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Já todos passámos por este bloco de lotes que, no topo da sua torre mais a sul, tem uma enorme e insólita escultura invertida. O Ecrã é o maior edifício, em comprimento, de Portugal (+ de 300 metros), comportando 215 apartamentos, 70 lojas e 82 escritórios que nas caves têm estacionamento apenas para os habitantes, lojistas e donos dos escritórios.

Fui convidado por um conhecido, o António João Pereira (director comercial da Re/max Platina), para me inteirar in loco da problemática situação com que se debate esse empreendimento da zona Sul do Parque das Nações. Nas artérias que o rodeiam tanto na Rua Sinais do Fogo, nas traseiras, como na Alameda dos Oceanos, não existe um único lugar de estacionamento legal para o público visitante.

Somando as lojas e os escritórios temos mais de 150 unidades, se cada unidade tiver 10 clientes dia, são um mínimo de1.500 clientes que não têm onde estacionar. Mas existem restaurantes, cafés, e lojas que têm mais de 100 clientes por dia. Por exemplo, a Re/Max possui 3 lugares de estacionamento, mas tem 50 colaboradores, fora os clientes que visitam o escritório.

A dificuldade de estacionamento tem prejudicado o comércio aí instalado que apático e isolado como que numa ilha, faz por sobreviver. Mas o meu interlocutor não se limita a fazer o diagnóstico, receitando a solução que consiste em simples e económicas alterações:

* Na Rua Sinais do Fogo, permitir o estacionamento do lado das lojas (actualmente quase todas fechadas). Bastaria retirar o sinal de trânsito que proíbe parar/estacionar e “deslocar” o tracejado divisório das vias 1 metro para a direita, ficando espaço suficiente para circular nos 2 sentidos – Custo máximo 1.000€;

* Na Alameda dos Oceanos, permitir o estacionamento em espinha – para tal simplesmente bastaria tirar 6 pilares de protecção (3 na entrada e 3 na saída) para se possibilitar a circulação dos automóveis de Norte para Sul, estacionando em espinha, com o desenho pré-existente em pedra cinza, apenas se adaptando algumas pedras para as divisões, os bancos de jardim seriam deslocados de modo a criar uma fronteira com o passeio de peões que ainda assim fica larguíssimo – Custo estimado da obra (1 pedreiro, 1 servente, areia e uma maceta, durante 1 mês) – 3.000€.

De referir que este “parque” de estacionamento deveria ser gerido pela EMEL pois é interessante para receber clientes nas lojas e visitas dos habitantes, não para criar um depósito de automóveis. E se for por falta de cabimento orçamental, os proprietários estão dispostos a suportar a despesa. À PE GU basta boa vontade na análise do assunto.

José Teles Baltazar
veste Dunhill (C.C Amoreiras –
piso 2 -lojas 2151/58 -tel. 213 880 282)

Ficha Técnica

Director: Miguel Ferro Meneses

Redacção: Ana Penim; André Ribeirinho; Carmo Miranda Machado; Conceição Xavier; Diogo Freire de Andrade; Miguel Soares; Paulo Andrade; João Bernardino; João Catalão; José Teles Baltazar; Pedro Gaspar; Rita de Carvalho; Sara Andrade; Sónia Ferreira

Fotografia: Miguel Ferro Meneses

Direcção Comercial: Bruno Oliveira (Directo - 966 556 342)

Revisora: Maria de Lurdes Meneses

Produção: Central Park

Impressão: GRAFEDISPORT Impressão e Artes Gráficas, SA

Tiragem: 13.500 Exemplares

Proprietário: Central Park Sede Social: Passeio do Levante - Lote 4 - Torre Sul 1990 -503 LISBOA

Nr. de Registo ICS: 123 919

Depósito Legal: nº. 190972/03

Email: geral@noticiasdoparque.com