Breve apresentação da história da Comunidade Paroquial do Parque das Nações e do processo da Igreja de Nossa senhora dos Navegantes que será inaugurada no próximo dia 30 de Março, às 16h. A cerimónia é aberta a toda a comunidade e será presidida por sua Eminência o Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

O SONHO
A realização da Exposição Mundial, em Lisboa, no ano de 1998 (EXPO 98), permitiu a reconversão de uma extensa área na zona oriental da cidade, previamente muito mal qualificada e ocupada por equipamentos industriais, ruínas, baldios e lixeiras. Em paralelo com o espaço expositivo, nasceu um projecto urbanístico de elevada qualidade que perduraria para além do fim da EXPO e que atraiu a esta zona da cidade numerosas pessoas que aqui decidiram fazer residência permanente. Cedo, esta comunidade, em embrião, se confrontou com o facto de não estar contemplada, no projecto urbanístico, a existência de um espaço de culto religioso para exercício do direito à prática da sua fé. Um grupo de católicos, empreendeu então a tarefa de encontrar um espaço provisório e foi assim que acabou por ser adquirida uma loja no Terreiro dos Corvos onde se instalou a Igreja, com o apoio da paróquia de Moscavide e do então pároco, Padre José Reis. Começou a celebrar-se missa dominical e a comunidade foi crescendo em número e em vivência cristã, tendo-se iniciado a catequese, grupo de jovens, coro, bem como grupos de reflexão e realização de numerosas iniciativas, envolvendo um número progressivamente maior de cristãos. Foram tempos de grande partilha e de espírito comunitário que, apesar da precariedade das instalações, recordamos com saudade. No esforço de angariação de fundos, juntos começámos uma corrida de solidariedade, mas também competitiva, a “Corrida do Oriente” (10 km) e um passeio de convívio “Correr para Conviver” (2 km), com a 1ªedição em 2001. Crentes e não crentes uniram-se para conseguir patrocínios, montar toda a logística, conseguir adeptos; a comunidade abriu-se e alargou-se. O crescimento desta comunidade, levou o Sr. Cardeal-Patriarca a criar a nova Paróquia com a invocação de Nossa Senhora dos Navegantes, tendo sido nomeado, como primeiro pároco, o jovem Padre Nuno Tavares.
Dera-se início ao processo que tinha como objectivo construir de raiz a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, começando-se a negociação com a PARQUE EXPO para aquisição dum terreno. Recordamos que na altura a PARQUE EXPO favorecia a ideia de uma construção palustre na zona do actual cais acostável, solução que abandonámos pelos custos que envolveria e pela dificuldade nos acessos.
O espaço da loja tinha, entretanto, esgotado as suas capacidades e para missa dominical instalavam-se ao ar livre, no pátio coberto anexo à Igreja, inúmeras cadeiras onde se participava na Eucaristia  ao frio, à chuva, ao vento…
Foi então nomeado como Pároco o Padre Paulo Franco, que substituiu o Padre Nuno e foi possível, por acordo com a Escola Secundária, utilizar o anfiteatro para a celebração da Eucaristia Dominical bem como outras actividades relevantes da Paróquia. Entretanto, diversos grupos da Comunidade iam crescendo, com destaque para o agrupamento 1100 de escuteiros marítimos que iniciou a sua actividade autonomizando-se do agrupamento de escuteiros de Moscavide e veio depois sediar-se na paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes. A falta de espaços e outras condições para o exercício das diversas actividades paroquiais era dramático, mas foi possível adquirir um pavilhão antes usado como stand de vendas e andar modelo e instalá-lo na vizinhança do futuro espaço para a nova Igreja e que tem funcionado até ao presente.

O PROJECTO
Do projecto inicial de lançamento de um concurso de ideias evoluiu-se para um concurso de projectos apresentados por um conjunto de arquitectos convidados de acordo com orientações estruturais e iconográficas já decididas pela comunidade e em consonância com as normas orientativas do Secretariado para as Nova Igrejas do Patriarcado de Lisboa. O projecto vencedor, da autoria do Arquitecto José Maria Dias Coelho, continha inicialmente elementos de grande beleza artística como uma sobrecapa translúcida iluminada a partir do interior, que permitia ao edifício emitir luz durante a noite e um vitral gigantesco no interior. O sonho de concretizar este projecto cedo esbarrou com a dificuldade de o concretizar dada a enormidade dos custos envolvidos. Uma equipa de paroquianos, que colocaram ao serviço da comunidade as suas competências profissionais específicas – arquitectos, empresários, gestores, juristas, bancários, etc. – têm vindo a trabalhar com afinco na tentativa de encontrar uma solução final que seja financeiramente comportável para a paróquia. Dos custos previstos para o projecto inicial – mais de sete milhões de euros – após cortes sucessivos (entre os quais desistirmos do vitral) já chegámos a cerca de metade dessa verba, sem cortar no essencial. Todavia, o contexto de crise económico-financeira em que vivemos cria dificuldades adicionais, em particular, no que concerne às altas taxas de juros exigidas pala banca para o financiamento do projecto. Contudo, e não querendo colocar em causa a construção de tão necessário equipamento religioso para o Parque das Nações, os cortes foram ainda mais drásticos de forma a que a construção atinja um valor que possa ser comportado com a capacidade financeira da Comunidade, na preocupação de nunca colocar em causa o futuro económico desta Comunidade Paroquial, de forma a que se possam sempre honrar os compromissos financeiramente assumidos.
Foi adquirido o terreno, iniciado o processo de licenciamento da obra e iniciada a fase de análise das propostas das potenciais empresas construtoras. Em Junho de 2012 procedeu-se à escolha da empresa fiscalizadora da obra e em Setembro seguinte a selecção da empresa construtora: Alves Ribeiro S. A..
Até à data, a Fábrica da Igreja tem honrado os seus compromissos financeiros com todos os encargos relativos ao processo de construção da Nova Igreja, de que se destacam: aquisição do terreno (260.000,00 €), contrato com a equipa de projectos de arquitectura e especialidades (410.000,00 €) e demais processos de estudo e análise (num total de cerca de 20,000.00 €). Todos estes encargos estão liquidados ou em fase de liquidação de acordo com os cronogramas estabelecidos.
A nova igreja de Nossa Senhora dos Navegantes irá ser um espaço de culto digno e de elevada qualidade estética, dotado de todas as infraestruturas necessárias ao funcionamento dos vários grupos da comunidade paroquial (onde se podem contar cerca de 700 crianças/jovens e cerca de 300 adultos, e uma participação nas eucaristias dominicais na ordem das 1300 pessoas), dispondo ainda de equipamentos sociais e lúdicos. Nossa Senhora ajudará, certamente, a acalmar o mar revolto em que somos forçados a navegar para a concretização deste projecto. Não podemos, todavia, esperar que a Divina Providência faça tudo enquanto ficamos a descansar. Sobretudo, não podemos esperar que Ela faça o que nos compete a nós fazer. Apesar das dificuldades pessoais e familiares que todos sofremos, apesar da crise, apesar das incertezas quanto ao futuro, há um esforço solidário que temos que fazer, como renúncia, como partilha e talvez mesmo como missão: não foi certamente, por acaso, que Deus nos colocou a nós, aqui e agora. A ideia exaltante de estarmos a construir futuro deve transbordar da nossa fé – a casa do Pai é a casa de todos nós – e alargar-se , transmitir-se, contagiar outros. Esta é uma tarefa de todos nós, os jovens, os casais, os escuteiros, os alunos da catequese, os catequistas, os membros da Associação Navegar e os missionários do SABI, os cantores, os leitores, os acólitos e ministros da comunhão, os grupos da leccio divina, os adultos que se preparam para os sacramentos e os que frequentam grupos de formação e oração, de todos os cristãos desta comunidade.

VENHAM CONHECER ESTE ESPAÇO QUE É DE TODOS!

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Ficha Técnica

Director: Miguel Ferro Meneses

Redacção: Ana Penim; André Ribeirinho; Carmo Miranda Machado; Conceição Xavier; Diogo Freire de Andrade; Miguel Soares; Paulo Andrade; João Bernardino; João Catalão; José Teles Baltazar; Pedro Gaspar; Rita de Carvalho; Sara Andrade; Sónia Ferreira

Fotografia: Miguel Ferro Meneses

Direcção Comercial: Bruno Oliveira (Directo - 966 556 342)

Revisora: Maria de Lurdes Meneses

Produção: Central Park

Impressão: GRAFEDISPORT Impressão e Artes Gráficas, SA

Tiragem: 13.500 Exemplares

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